Programações ocorreram de 18 a 21 de março e foram diversificadas, gratuitas e abertas ao público.
O Centro de Estudos de Religiões, Religiosidades e Políticas Públicas (Cepres), da Universidade Federal do Amapá (ý), realizou nos dias 18, 19 e 21 de março de 2025 uma programação que tratou sobre temas como religiosidade, valorização das tradições culturais e racismo religioso.
O evento foi dividido em três momentos: exibição de documentário, Oficina de Marabaixo e Programação na Escola Mário Quirino da Silva. Segundo o coordenador do Cepres, Prof. Dr. Marcos Vinicius de Freitas Reis, cada um deles ocorreu em um lugar diferente para uma maior inclusão de diversos públicos.
O coordenador do Cepres, Prof. Dr. Vinicius Reis, ressaltou que os eventos objetivaram trabalhar aspectos relacionados à religiosidade, valorizando a cultura e o diálogo sobre o combate ao racismo religioso.
“O primeiro evento foi realizado na escola quilombola da Comunidade de Abacate da Pedreira. Ele é fruto de um projeto de extensão coordenado pela professora Maria da Conceição da Silva Cordeiro, com participação minha e da professora Silvia Carla, e consistiu no levantamento de informações históricas, sociais, religiosas e culturais do Quilombo a partir da festividade de São José. No dia 18 de março, à noite, nós apresentamos o projeto de extensão, que foi a elaboração de um pequeno vídeo intitulado ‘Preparos da fé’, que conta um pouco a história do quilombo, da festividade e da família que organizava. O vídeo foi produzido pela professora Silvia Carla, com participação da professora Maria e do professor Marcos. Ele foi apresentado para os alunos e familiares da comunidade”, explicou Reis.

O segundo evento foi no dia 19 de março, dia de São José, e contou com oficinas de percussão, canto e dança realizadas pela Associação Cultural Devotos de São José. Os membros da associação ministraram as oficinas para acadêmicos do curso de História e para a comunidade, que tiveram o objetivo de divulgar a cultura do Marabaixo, contra o racismo e valorização da cultura local, aproximando a Universidade da cultura marabaixeira.
E a terceira atividade, que ocorreu no dia 21 de março, foi desenvolvida pelo Cepres e pelo Sindicato dos Servidores Públicos Federais Civis no Estado do Amapá (Sindsep/AP), em conjunto com a escola Mário Quirino.
“Foi uma discussão para pensar a questão da diversidade religiosa e o combate à intolerância e ao racismo religioso. O evento foi voltado para acadêmicos e alunos do ensino médio, em função dessa importância, onde tivemos como palestrante a professora Clélia Peretti, da PUC do Rio Grande do Sul, e a mãe Carmen de Oyá. Ambas puderam falar um pouco sobre a questão religiosa e sobre o racismo religioso para os alunos”, descreveu o Prof. Dr. Vinicius Reis.
O Cepres contou com o apoio do Programa de Pós-Ұܲçã em História (PPGH), Sociedade e Teologia e Ciências da Religião (Soter), Escola Estadual Mário Quirino da Silva e Sindicato dos Servidores Públicos Federais Civis no Estado do Amapá (Sindsep).
Sobre o Cepres
O Cepres foi criado em 2013 pelos docentes, Prof. Dr. Marcos Vinicius de Freitas Reis, Prof. Dr. Andrius Estevão Noronha e Profa. Dra. Maria da Conceição Silva Cordeiro, nas dependências da ý, com o intuito de estudar as manifestações religiosas no Brasil e no mundo. Alunos do Mestrado em História (PPGH) também fazem parte do grupo de pesquisa e trabalham em busca de novos conceitos científicos religiosos dentro da sociedade amazônida.
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* Texto: Ana Carolina Brazão (Bolsista Assesp/ý)
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